Espírito da Mata
Arte coletiva nas oficinas da exposição Photoespaña.br, em janeiro de 2014.
Projeção de arte minha + foto Educativo Photoespaña.br + Zebra5 + Sesc Consolação
Arte coletiva nas oficinas da exposição Photoespaña.br, em janeiro de 2014.
Projeção de arte minha + foto Educativo Photoespaña.br + Zebra5 + Sesc Consolação
Felipe Ruído
(Felipe Heder Machado)
Artista Visual
Brasileiro, paulista de 1975, cresci em São Bernardo,
vivo desde 2001 em São Paulo – SP
Faço arte visual em diversas técnicas: pintura, desenho, graffiti, murais, cadernos, livros de artista, gravuras, fotografias, esculturas, instrumentos musicais, etc... não vejo muitos limites quanto aos meios e suportes da arte e sou também arte-educador e percussionista, a música muito me alimenta e inspira.
Minha arte é guiada pela relação com a natureza, que vem da infância na casa de madeira em São Bernardo, o quintal com muitas árvores, que pra mim era uma floresta cheia de encantos. Ficava horas navegando livros ilustrados diversos, mais que vendo televisão. Minha família acampava bastante e assim conheci cedo a natureza também fora do quintal. Com o tempo, além de algumas viagens pelo Brasil, a relação sensorial com a natureza foi tornando-se meditação e encontrou-se nos estudos místicos e simbólicos de diversas culturas, principalmente o Xamanismo, o Budismo, o Paganismo e as religiões afro-brasileiras. Sigo estudando e misturando diversos caminhos, na vida e na arte.
Em
contraste com essa relação com a natureza, existiu sempre a relação
com a cidade, a cultura de rua, urbana, fazendo graffiti, andando de
skate, tocando e curtindo música alternativa, colecionando histórias
em quadrinhos e fazendo fanzines.
Essa
minha história e seus elementos foram importantes raízes que eu
re-significo através dos tempos, fazendo pinturas, as
vezes na rua, tocando tambor no maracatu, também como forma de
ocupar a cidade, cultivando o ateliê, orientando oficinas, tudo com
o sentimento de quem cultiva uma floresta em meio ao caos urbano e vê
no resgate dos símbolos e das culturas ancestrais um caminho para
sermos mais plenos e livres.
Formei-me em Artes Visuais pela Unesp em 2003, realizei e participei de diversas exposições das quais destaco:
Individuais:
Cultivooculto, na Galeria Mercearia São Roque, em 2011;
C.E.R. - Cordel do Espírito Ruidoso, na Casa das Retortas em 2005;
Arquivo-Morto-Vivo na Galeria do Instituto de Artes da UNESP, em 2003;
Coletivas:
Identidade 4 x 3, na Galeria Ponto Art, SP, onde fiz um grande mural, em 2011;
Masks Attack em 2006 e 400ml, em 2008, ambas na França;
VerAcidade, no Centro Cultural da Juventude, SP, em 2005;
Re:Combo (coletivo com base em Recife) no MAM da Bahia em 2003,
México
Imaginário / Brasicanos e Mexileiros, em 2002
e
Galeria Invisível Mário Schenberg em 2001, ambas no Centro Cultural
Casa das Rosas, SP;
(para lista completa acesse Currículo Artes Visuais)
Entre
outras
formações, destaco minha participação durante 3
anos em encontros no ateliê de Rubens Matuck, onde houve aulas e trocas de experiências com outros artistas, e a atuação como
arte-educador e oficineiro em diversos espaços, como escola do Estado, ONGs, Sescs e
Bienal, atividade que vejo como complementar à produção de arte
visual autoral, pelo que agrega de reflexão, pesquisa, vivência, trocas e o compromisso
de retransmitir o que se aprende.(para lista completa acesse Currículo Artes Visuais)
A pergunta que não quer calar:
Por quê Ruído?
De vez em quando me perguntam e tenho uma resposta resumida,
mas posso complementar aqui, então publicarei texto respondendo, em breve.

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